Exploração científica

Fundamentos & referências

Fundamentos clínicos, comparações metodológicas, hipóteses explicativas e respostas às objecções científicas.

Fundamentos clínicos e neurofuncionais

A DMOKA® apoia-se nos conhecimentos actuais em psicotraumatologia, neurofisiologia do stress e terapias integrativas. O seu quadro clínico assenta na observação de que o trauma se armazena de forma multimodal e que o seu reprocessamento beneficia de uma estimulação igualmente multimodal.

Os fundamentos neurofuncionais do método integram as investigações sobre a memória procedimental, a reconsolidação da memória, o papel do sistema nervoso autónomo e a teoria polivagal de Stephen Porges.

Perguntas frequentes

A DMOKA® não dispõe actualmente de ensaios clínicos aleatorizados publicados em revistas com revisão por pares. A sua validação assenta em dados clínicos acumulados desde 2005 e num quadro teórico que se apoia em mecanismos partilhados com abordagens melhor documentadas (EMDR, terapias sensório-motoras).
A DMOKA® não é uma variante do EMDR. O seu processo integra dimensões ausentes do EMDR padrão: a voz do paciente como ferramenta reguladora, as estimulações cinestésicas estruturadas, a dimensão TLEi® e uma abordagem especificamente concebida para o trauma complexo.

DMOKA®, EMDR & IMO

A DMOKA® partilha com o EMDR e a IMO o recurso a movimentos oculares como alavanca terapêutica. Distingue-se no entanto em vários aspetos estruturais.

EMDRAbordagem integrativa combinando estimulações cinestésicas + vocais/auditivas da TLEi®, movimentos oculares e reprogramação cognitiva num processo unificado. Concebida para o trauma simples e complexo.
IMOProtocolo centrado nos padrões oculares específicos com finalidade sensorial. Menos integração multimodal.
EMDRProtocolo padronizado centrado na estimulação bilateral. Validação científica estabelecida. Menos integração vocal e cinestésica.

Hipóteses explicativas

A DMOKA® baseia-se em várias hipóteses teóricas, inspiradas nos trabalhos em neurociências e em psicologia do trauma. Estas hipóteses são apresentadas como tais — não como certezas estabelecidas.

Reconsolidação mnésica

A ativação de uma memória traumática num estado de segurança, associada a estimulações multimodais, poderia facilitar a sua reconsolidação num traço menos perturbador.

Regulação do SNA

As estimulações rítmicas e bilaterais, combinadas com a voz do paciente, poderiam activar o sistema nervoso parassimpático e reduzir a hiperativação traumática.

Ressonância somato-vibratória

A dimensão vocal e vibratória da TLEi® produziria efeitos de saciação semântica e de reconsolidação emocional através da ressonância corporal.

Objeções científicas & respostas prudentes

A DMOKA® não reivindica um nível de prova que não possui. A sua posição científica é a da prudência e da transparência.

A DMOKA® não dispõe actualmente de ensaios controlados aleatorizados publicados. A sua validação baseia-se em dados clínicos acumulados desde 2005, nos retornos de praticantes formados e num quadro teórico que partilha mecanismos com abordagens melhor documentadas (EMDR, terapias sensoriomotoras). O rigor do método passa pela formação enquadrada e pela supervisão obrigatória.

Para ir mais longe

Neurociências do trauma

Van der Kolk, B. (2014). O corpo guarda o registo. — Porges, S. (2011). A teoria polivagal. — Levine, P. (2010). Numa voz não falada.

EMDR e IMO

Shapiro, F. (2001). EMDR: Dessensibilização e reprocessamento pelo movimento ocular. — Beaulieu, D. (2005). Integração pelos movimentos oculares.

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